Libri di Emilio Faroldi
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A arquitetura do mistério. Igreja de Sant'Anna Jundiaí, São Paulo. Centro de convivência cultural, educacional, residencial e teatral Faroldi Emilio Vettori Maria Pilar - Letteraventidue, 2025 - Alleli/Projects
Projetar uma igreja é um ato de arquitetura: construir uma arquitetura é, analogamente, um ato de fé. Além disso, projetar uma igreja implica uma profunda adesão aos seus significados simbólicos, semânticos e morfológicos, a fim de interpretar os ritos litúrgicos de forma mais completa, por meio de códigos arquitetônicos. A igreja de Sant'Anna em Jundiaí, no estado de São Paulo, Brasil, é um testemunho exemplar de como a arquitetura sacra contemporânea ainda pode lidar com os temas profundos da tradição eclesiástica, da liturgia e da espiritualidade, ao mesmo tempo em que usa as linguagens construtivas e formais da modernidade. Projetada pelos arquitetos italianos Emilio Faroldi e Maria Pilar Vettori, a obra se destaca por sua capacidade de traduzir de forma arquitetônica a complexidade do lugar sagrado, entendido como um espaço onde o humano encontra o divino, e como um lugar de agregação e participação comunitária, um ponto de referência para toda uma comunidade. Uma realidade de fronteira, caracterizada pela presença de um orfanato dedicado a tirar as crianças das ruas e proporcionar-lhes uma oportunidade de felicidade: uma realidade que ainda hoje pode ser vista na Comunidade de Sant'Anna, Paróquia São João Bosco, Diocese de Jundiaí. Em um contexto cultural e geográfico muito distante de suas raízes europeias, a igreja pretende manter viva a tensão entre memória e inovação, evitando a retórica fácil da tradição, bem como a abstração forçosamente secularizada de uma certa arquitetura moderna. A relação entre os espaços sagrado e profano, entre o interior e o exterior, entre a figura e a paisagem é confiada a uma expressão linguística composta por volumes limpos, materiais maciços, onde o tijolo aparente se torna um elemento semântico e construtivo, capaz de dar ao edifício uma sensação de permanência, enraizamento e pertencimento ao local. A obra é gerada a partir de uma reinterpretação rigorosa, tanto na planta baixa quanto em elevação, da cruz latina, não como um simples símbolo gráfico ou decorativo, mas como um princípio gerador do espaço. Um envoltório de alvenaria definido por uma alternância inteligente de sólidos e vazios, de superfícies compactas e aberturas luminosas, que geram superfícies vivas e articuladas, capazes de mudar de acordo com a transformação dinâmica da luz. A materialidade assume um significado que vai além da matéria pura, tornando-se a memória de uma antiga tradição de construção e, ao mesmo tempo, o sinal de uma arquitetura que não pretende renunciar ao diálogo com o contexto, o horizonte, a história. Projetar uma igreja significa definir um espaço que, como sagrado, é diferente de qualquer outro espaço arquitetônico, pois nunca identifica simplesmente um vazio. Sua atmosfera e sua tensão revelam a presença que constitui sua origem e seu propósito. Uma arquitetura do mistério que, precisamente em seu diálogo com o lugar, as pessoas, o absoluto, encontra suas razões de ser.
L'architettura del mistero. Chiesa di Sant'Anna Jundiaí, São Paulo. Centro di convivenza culturale, educativo, residenziale e teatro Faroldi Emilio Vettori Maria Pilar - Letteraventidue, 2025 - Alleli/Projects
Progettare una chiesa è un atto di architettura: costruire un'architettura è, analogamente, un atto di fede. Progettare una chiesa implica l'adesione profonda ai suoi significati simbolici, semantici, morfologici, atti a interpretare i riti liturgici, per mezzo dei codici architettonici. La chiesa di Sant'Anna a Jundiaí, nello stato di San Paolo del Brasile, rappresenta una testimonianza di come l'architettura sacra contemporanea possa ancora confrontarsi con i temi propri della tradizione ecclesiale, della liturgia e della spiritualità, pur utilizzando i linguaggi costruttivi e formali della modernità. Progettata dagli architetti italiani Emilio Faroldi e Maria Pilar Vettori, l'opera si connota per la sua capacità di tradurre in forma architettonica la complessità del luogo sacro, inteso quale spazio dove l'uomo incontra il divino, e come luogo di aggregazione e partecipazione collettiva, punto di riferimento di un'intera comunità. Una realtà di frontiera, caratterizzata dalla presenza di un orfanotrofio deputato a togliere i bambini dalla strada per fornire loro un'opportunità di felicità: una realtà nella quale, ancora oggi, si rivede la Comunidade Sant'Anna, Paróquia São João Bosco, Diocese de Jundiaí. In un contesto culturale e geografico lontano dalle radici europee, la chiesa intende mantenere viva la tensione tra memoria e innovazione, evitando la facile retorica della tradizione, nonché l'astrazione forzatamente laicizzata di certa architettura moderna. Il rapporto tra spazio sacro e spazio profano, tra interno ed esterno, tra figura e paesaggio è affidato a una espressione linguistica composta da volumi netti, materici, massivi, ove il mattone a vista diviene elemento semantico e costruttivo, in grado di conferire all'edificio un senso di permanenza, radicamento e appartenenza al luogo. L'opera genera dalla reinterpretazione rigorosa, sia planimetrica sia di alzato, della croce latina, non come semplice simbolo grafico o decorativo, bensì quale principio generatore dello spazio. Un involucro murario definito da un sapiente alternarsi di pieni e vuoti, di superfici compatte e di fenditure luminose, capace di generare superfici vive e articolate, in grado di mutare in ragione della dinamica trasformazione della luce. La materialità assume un significato che valica la pura materia, eleggendosi a memoria di una tradizione costruttiva antica e, al contempo, segno di un'architettura che non intende rinunciare a dialogare con il contesto, l'orizzonte, la storia. Progettare una chiesa significa definire uno spazio che, essendo sacro, risulta differente da qualsiasi altro spazio architettonico, in quanto non identifica mai semplicemente un vuoto. La sua atmosfera, la sua tensione rivelano la presenza che ne costituisce l'origine e il fine. Un'architettura del mistero che, proprio nel dialogo con il luogo, la gente, l'assoluto, trova le sue ragioni di esistere.